Dois dias depois, Francine e Malu embarcaram para São Paulo para uma semana de compromissos que já começava antes mesmo de aterrissarem.
O voo estava cheio, turbulento o suficiente para irritar qualquer pessoa normal, mas Francine parecia especialmente tensa.
— A última vez que eu voei pra São Paulo… — ela comentou, colocando o cinto com força exagerada — foi pra ser sequestrada pelo Natan.
Malu imediatamente fez o sinal da cruz.
— Francine, pelo amor de Deus, não fala o nome desse estrupício aqui dentro desse avião! Vai que ele ressuscita?
Francine riu, mas não completamente.
— Eu sei, eu sei… mas não consigo evitar lembrar.
— Pois trate de evitar. — Malu cutucou o braço dela. — Aquele traste foi direto pro espaço sideral e nunca mais volta. Agora essa viagem aqui tem gosto de volta por cima.
Francine relaxou os ombros.
— É… tem mesmo.
A semana seria pesada: campanhas para duas marcas grandes, ensaio fotográfico editorial, uma entrevista dupla com uma revista de comportamento e, pra