A cabeça de Malu ainda parecia um tambor velho sendo golpeado por uma banda marcial invisível quando ela atravessou a porta do elevador.
Com passos lentos e óculos escuros enormes cobrindo metade do rosto, ela adentrou o salão.
Seu look matinal era um contraste total com o traje da noite anterior: um vestidinho confortável, um casaquinho leve e o andar de quem estava a duas tossidas de implorar por soro fisiológico.
E o pior: ela ainda não tinha decidido se deveria mandar mensagem para Francine… ou fingir que nada tinha acontecido e esperar a amiga voltar da lua de mel.
— Imagina eu mandando: “Fran, acordei pelada com o Cassio no quarto, help”. — ela resmungou baixinho enquanto caminhava até o buffet de café. — Não, né? A mulher casou ontem, por Deus…
Respirou fundo.
O salão estava cheio de estrangeiros sorrindo, conversando, rindo alto, gesticulando com taças e croissants.
Nada fazia sentido. Nenhum som parecia familiar.
Ela pegou um prato, colocou qualquer coisa que parecia comestív