Pela manhã Malu abriu os olhos, incomodada com a luz natural que atravessava a janela como uma lâmina brilhante.
A ressaca bateu forte.
Boca amarga. Cabeça latejando.
Sentou-se na cama com dificuldade, sentindo as pernas bambas e a garganta seca como papel.
Passou as mãos pelos cabelos completamente bagunçados, tentando lembrar como tinha ido parar ali.
Nada. Vazio absoluto.
A visão já tremulava, o estômago ameaçava protestar, e a única coisa que conseguiu pensar foi:
“Água. Jesus amado… água.”
Tropessando nos próprios pés, ela caminhou até a janela e puxou a cortina com certa violência, derrubando metade da luminosidade que queimava seus olhos.
Virou-se, pronta para se arrastar de volta à cama e renegociar sua existência.
E parou.
Congelou.
Cassio estava ali. Na cama de Francine. Dormindo tranquilamente.
Sem camisa.
Espalhado pelos lençóis como se fosse a própria capa da GQ — Edição Especial: Amigos do Noivo.
— Cassio??? — ela arfou, a voz saindo fina, estrangulada.
Ele abriu os olho