O silêncio que se seguiu foi denso, mas Eleonor parecia não perceber. Ela apenas cruzou as pernas com elegância e completou:
— Deve ter sido um desafio encantador para você, conquistar alguém como o meu filho.
Francine respirou fundo, mantendo o controle.
— Na verdade, não houve conquista. Foi natural.
— Natural. — repetiu Eleonor, como se experimentasse o sabor da palavra. — Que bonito. — Os lábios dela se curvaram num sorriso tão perfeito que beirava a falsidade. — Dorian sempre teve um coração sensível, embora esconda bem. Imagino que tenha se sentido… tocado pela sua história.
— Talvez. — respondeu Francine, sem desviar o olhar. — Mas acredito que ele tenha se apaixonado por mim pelo mesmo motivo que eu me apaixonei por ele: porque somos iguais no que realmente importa.
Dessa vez, o sorriso de Eleonor vacilou só por um instante, mas Francine percebeu.
O silêncio na sala pesava, quebrado apenas pelo tique-taque ritmado do relógio antigo na parede.
Um empregado trouxe uma bandeja co