O restante do almoço transcorreu em silêncio.
Dorian permanecia com o olhar perdido no prato, o garfo imóvel entre os dedos, como se cada pensamento pesasse mais que a própria comida.
Francine observava de canto, tentando decifrar o que se passava por trás daquele semblante concentrado demais para um simples dia comum.
— Acho que nunca vi você comer tão devagar — ela comentou, tentando aliviar o clima.
Ele esboçou um sorriso curto, quase imperceptível, e respondeu apenas com um som vago.
Era o tipo de reação que ela já reconhecia: quando Dorian estava prestes a se fechar completamente.
Francine não insistiu.
Terminou o almoço em silêncio e, ao levantar-se, disse suavemente:
— Acho que vou deitar um pouco. A viagem me deixou meio cansada.
— Vou pro escritório resolver umas pendências — ele respondeu sem erguer o olhar.
Ela apenas assentiu e saiu, deixando-o sozinho com seus pensamentos.
A casa mergulhou num silêncio espesso.
Francine adormeceu rápido, exausta do trajeto e, talvez, da