O quarto ainda cheirava a banho quente e lençóis amassados.
Francine estava aninhada no peito de Dorian, o toque dos dedos dela percorrendo distraidamente o cabelo dele, como quem saboreia um momento raro de tranquilidade.
— Você já fez rinoplastia, não é? — perguntou, com o tom leve de quem provoca só para ver a reação.
Dorian abriu os olhos lentamente, arqueando uma sobrancelha, a expressão dividida entre preguiça e deboche.
— É tão difícil assim admitir que eu sou naturalmente bem feito?
Francine sorriu, rolando os olhos, pronta para retrucar mas o som do celular vibrando na mesa de cabeceira interrompeu o clima.
O aparelho continuou vibrando, insistente, até que Dorian se esticou para pegá-lo.
Assim que viu o nome na tela, o ar pareceu mudar. O sorriso sumiu.
— Deve ser a Denise avisando sobre o almoço — arriscou Francine, observando o olhar dele endurecer.
Mas ele não respondeu.
O toque continuava, e, por um instante, o som pareceu ecoar no silêncio do quarto.
Dorian apenas bloqu