O telefone de Natan não parava de tocar desde as primeiras horas da manhã.
Primeiro foi o jurídico, depois o setor de obras, em seguida o assessor de imprensa.
Ele atendia uma ligação e já havia outras três esperando. A cada notícia, o sangue subia-lhe ao rosto.
— Como assim a obra no centro foi embargada? — rugiu no viva-voz, caminhando de um lado para o outro no escritório. — Eu quero que resolvam isso imediatamente!
A voz do engenheiro-chefe soou trêmula do outro lado da linha:
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