O chalé estava envolto por um silêncio estranho naquela manhã.
Não era o silêncio de paz — era o silêncio que antecede a queda de algo grande demais para ser ignorado.
Camila sentia isso no corpo antes mesmo de entender com a mente.
Ela estava sentada à mesa da cozinha, com as mãos pousadas sobre a barriga, quando ouviu o som do carro estacionando do lado de fora. O coração acelerou de imediato. Ricardo levantou-se do sofá num impulso, o olhar atento, tenso.
— É ele — disse, em voz baixa. — Cai