O silêncio era diferente ali.
Não o mesmo silêncio da mansão, cheio de tensão e passos contidos.
Era um silêncio de verdade, o tipo que parece conversar com a alma — o som do vento passando entre as árvores, dos grilos à noite e da chuva batendo no telhado de madeira.
Camila acordou cedo, com o cheiro de café fresco vindo da cozinha. O chalé era simples, mas acolhedor. As paredes de tijolo aparente guardavam um calor que ela não sentia há muito tempo.
A amiga que lhe emprestara o lugar, Helena,