A porta automática da emergência se abriu com um sopro de ar frio, e a luz branca do hospital atingiu Camila como um estilhaço. Tudo ali parecia mais barulhento que o normal: passos apressados, telefones tocando, carrinhos de medicação deslizando pelo chão encerado.
Mas nada era mais barulhento do que o coração dela.
Ricardo segurava sua mão, os dedos entrelaçados aos dela com força. Ele parecia ter envelhecido uns cinco anos desde a dor repentina no chalé. A angústia estava estampada em cada l