Maria Rita
Acordei com a sensação de que tinha dormido pesado demais.
O quarto ainda estava silencioso, a luz da manhã entrando tímida pelas frestas da cortina. Por alguns segundos fiquei olhando para o teto, tentando entender por que meu corpo parecia diferente, como se tivesse sido colocado ali por outra pessoa.
Foi então que percebi.
Não lembrava de ter subido para o quarto.
A última lembrança era o carro. A estrada escura. As luzes passando pelo vidro. A conversa. A voz dele falando que ia