O carro parou devagar em frente à casa que, por tantos anos, fez parte da minha rotina como se fosse extensão da minha própria vida. O portão continuava o mesmo. A cerca um pouco torta, a pintura já desgastada pelo tempo e o chão de terra batida que levantava aquele cheirinho seco tão conhecido.
Nada ali tinha mudado.
E, ainda assim… tudo parecia diferente.
Talvez porque quem tinha mudado era eu.
Respirei fundo antes de abrir a porta. O coração batia mais forte, não de medo exatamente… mas de a