O caminho de volta da casa da tia Lourdes foi silencioso, mas não daquele silêncio pesado que sufoca ou deixa palavras presas na garganta. Era um silêncio leve, quase necessário, como se cada passo dado naquela estrada de terra estivesse ajudando a organizar tudo o que ainda ecoava dentro de mim. O ar parecia mais fácil de respirar, o peito menos apertado, e até o céu, tingido pelo fim de tarde, parecia mais aberto do que antes.
Não era impressão.
Era alívio.
Pela primeira vez em muito tempo, n