A madrugada foi passando devagar, feito carro de boi em estrada de barro molhado. Continuei sentada na beirada da cama de Helena, com a mão dela agarrada na minha, como se tivesse medo de que eu sumisse se soltasse. De vez em quando, ela se mexia, resmungava alguma coisa sem sentido, o rosto franzido, suado. Eu molhava a toalha outra vez, trocava na testa dela, fazia tudo com calma, porque criança doente sente pressa e isso só piora.
Fiquei ali, olhando aquele rostinho pequeno, tão diferente da