Miguel acordou com a imagem do menino ainda pulsando em sua mente. O grito. O pedido. Aquilo não era apenas uma manifestação de dor — era uma chave. E ele sabia onde procurar: o antigo orfanato abandonado da cidade, um lugar cercado de histórias soturnas e desaparecimentos.
Ao chegar ao prédio decadente, as portas estavam entreabertas, como se alguém — ou algo — estivesse esperando. O cheiro de mofo e ferrugem se misturava a uma estranha energia no ar, como eletricidade estática.
Nos corredores