Miguel acordou suando frio. Seu corpo estremecia, os lençóis encharcados pelo terror que se agarrava aos seus ossos. Mais uma vez, o mesmo pesadelo: estava preso em um campo de sombras, sem som, sem cor. Apenas olhos ao redor — e entre eles, um olhar conhecido, que gritava por socorro.
Levantou-se e caminhou até o espelho. Havia algo de estranho em seu reflexo. Por um segundo, os olhos ali não eram os seus. Eram escuros demais. Famintos demais.
Desceu as escadas e encontrou Valéria na sala, en