O mundo além do véu colapsava. Céus fragmentados caíam em espirais, memórias antigas tomavam forma de espectros, e o tempo se torcia sobre si mesmo como um animal ferido. No centro, Miguel e seus aliados enfrentavam a entidade recém-liberta — um ser esquecido pelos deuses e pelos próprios sonhos do mundo.
Seu nome nunca foi dito. Não porque não houvesse um, mas porque as línguas o apagaram. Ele era o esquecimento que sonhava em lembrar.
— Vocês me selaram — disse a criatura, seus olhos invadind