Quando Miguel tocou o trono, não sentiu poder, nem glória. Sentiu peso. O peso de mil almas condenadas, de escolhas erradas, de todos os que sucumbiram à escuridão. O trono não era um prêmio. Era um fardo.
As sombras do salão se agitaram, tentando envolvê-lo. Mas ao invés de o dominar, elas hesitaram. O coração de Miguel não era feito das trevas que alimentavam o trono - era forjado nas dores que ele enfrentou, nos amores que o moldaram, nas almas que salvou.
De olhos fechados, ele enfrentou a