A manhã estava nublada quando Margaret Dickson entrou no saguão da Sumerland Corporation. O som dos saltos de seus sapatos ecoava como martelos sobre o mármore, criando uma atmosfera de tensão que prenunciava a gravidade da situação. Ela se vestia com a sobriedade de quem compreende sua influência: um tailleur preto, pérolas discretas que apenas acentuavam seu feminino, e uma bolsa luxuosa pendendo de seu braço esguio, refletindo uma elegância contida. A recepcionista, surpresa com a presença da mulher, levantou-se rapidamente, reconhecendo a importância do momento.
— Senhora Dickson? O senhor Dean está em reunião.
— Ele vai querer me receber — respondeu ela, mantendo o tom firme e imperturbável. — Diga que é sobre a babá da filha dele.
A frase simples e direta foi suficiente para fazer a recepcionista hesitar. Alguns minutos depois, Dean apareceu à porta do elevador, seu semblante sério, mas não hostil, indicando que estava ciente da gravidade da v