Naquela manhã, Leonor desceu as escadas com uma elegância meticulosa, como era seu costume. O perfume caríssimo que usava a precedia, anunciando sua presença antes mesmo de abrir a boca. Vestindo um sofisticado conjunto de linho bege que realçava sua figura, ela completava o visual com óculos escuros elegantes e um sorriso cuidadosamente ensaiado no espelho — era o tipo de mulher que disfarçava o vazio que a consumia internamente, um vazio que, por trás da fachada de perfeição, pulsava