Dean permaneceu sentado por alguns segundos depois que Margaret deixou o prédio. O silêncio que se instalou era pesado, quase sólido. Ele tamborilava os dedos na mesa, observando a porta fechada como se ainda sentisse o veneno das palavras dela pairando no ar. “Ela matou o meu filho.” A acusação ecoava, insistente, mas não fazia sentido. Rachel, a mulher que ele via diariamente, era o oposto daquilo. Ele suspirou fundo, pegou o telefone e discou um número direto.
— Henry? — a