Dean permaneceu sentado por alguns segundos depois que Margaret deixou o prédio. O silêncio que se instalou era pesado, quase sólido. Ele tamborilava os dedos na mesa, observando a porta fechada como se ainda sentisse o veneno das palavras dela pairando no ar. “Ela matou o meu filho.” A acusação ecoava, insistente, mas não fazia sentido. Rachel, a mulher que ele via diariamente, era o oposto daquilo. Ele suspirou fundo, pegou o telefone e discou um número direto.
— Henry? — a voz dele saiu baixa, mas firme. — Ligue para o Robert Faulks, o investigador que trabalhou para mim no caso Manson. Quero que ele venha até o escritório agora. Diga que é urgente e pessoal.
Menos de meia hora depois, o investigador chegou. Era um homem de meia-idade, com um olhar atento e postura discreta, uma pessoa que falava pouco e observava muito. Dean o recebeu na biblioteca particular da empresa, um ambiente reservado, longe de olhares curiosos.
— Preciso que você inve