Marcas que sangram na luz

A dor da marca não parou ao deixarmos a clareira. Ela pulsava no meu punho como um coração, como um lembrete maldito daquele momento. Cada batida parecia sussurrar o nome de Luna, como se o símbolo tivesse consciência própria, como se me puxasse na direção dela — ou a denunciasse para algo muito ruim.

Alexander caminhava ao meu lado, em silêncio, tenso. O cheiro da floresta ainda carregava os resquícios de Azrael, uma presença que não se dissipava facilmente. Josette seguia em nossa frente, já recuperada dos ferimentos após Alexander oferecer seu sangue para curá-la. Ela seguia firme e parecia arquitetar algum plano.

— Não podemos voltar para casa que estávamos — Josette disse, quebrando o silêncio. — A marca é um farol. Onde Laurie estiver, Azrael poderá sentir. Não podemos mais arriscar.

Senti meu estômago se revirar com aquelas palavras.

-Nem quero lembrar disso, só de saber que eu não posso chegar perto da minha filha... — murmurei, sentindo as palavras machucarem algo dentro
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