A chegada do acompanhante de Victor causou um impacto em tudo ao redor. A floresta parecia ter parado no tempo, como se até as criaturas mais selvagens soubessem que algo profundamente errado havia atravessado aquele território. O vento cessou. E até os insetos se calaram.
Alexander permanecia à minha frente, o corpo levemente curvado, numa postura instintiva de proteção. Eu podia sentir a tensão irradiando dele, quase palpável.
— Você não deveria estar aqui Victor— ele disse com a voz baixa, na tentativa de parecer controlado. — Não depois do que você fez.
Victor sorriu, o mesmo sorriso sarcástico, sempre calculado incapaz de alcançar os olhos.
— Eu estou aonde quero estar meu filho, meu querido Alexander. Essa é a beleza do poder.
Azrael aprouximou-se, e naquele simples movimento algo dentro de mim acendeu, um alerta. Não era um medo comum. Era um terror primal era como se o meu corpo reconhecesse um predador que minha mente não conseguia se lembrar. O ar estava demasiadament