O quarto da pousada era simples, mas para Mariana e Daniel, aquilo agora era um quartel-general. A cortina entreaberta deixava entrar uma nesga da luz do poste da rua, iluminando o rosto de Mariana que estava sentada na beira da cama, as pernas cruzadas, um robe fino de cetim que realçava seu corpo esguio. Daniel andava de um lado para o outro, como um lobo inquieto, os olhos azuis cintilando com uma fúria que ele mal se preocupava em disfarçar.
— Eles realmente acham que ganharam — ele disse,