Capítulo 19
Ezequiel Costa Júnior
Ela segurava a sacolinha como se fosse um tesouro. Seus olhos brilhavam com uma mistura de nostalgia e ternura, e eu já conseguia sentir o gosto da vitória. Aquilo tinha que ser o sinal. O sinal de que ela estava começando a me enxergar. De que podia, finalmente, me amar.
— Você conhece quem me deu esse presente? — ela perguntou com a voz suave, quase infantil.
— E se eu disser que sim? — provoquei, encostando o cotovelo na mesa, sorrindo.
Ela r