— Confiança, Eliza? — repeti, deixando a palavra pesar no ar. — Essa palavra exige reciprocidade.
Ela me olhou em silêncio por alguns instantes, e naquele olhar havia uma mistura perigosa de desafio e frieza. Era a mesma expressão que sempre me lembrava de quem ela realmente era quando não estávamos entre quatro paredes.
— Nem sei por que perdi meu tempo vindo perguntar algo a você. — ela disse, a voz impecavelmente firme, cortante. — Só preciso estalar os dedos pra descobrir qualquer coisa que