A porta se fechou atrás dela com um estrondo que ressoou como o próprio fim do mundo. O vestido molhado colava ao corpo, pesado como a humilhação que a corroía por dentro. A maquiagem desfeita escorria pelo rosto em linhas tortas, transformando Miranda em um retrato grotesco de dor e fúria.
Ela cambaleou até o carro, jogando-se no banco do motorista com um grito sufocado. Bateu no volante com força, uma, duas, três vezes, até os nós dos dedos ficarem vermelhos. A raiva explodia dentro dela como