POV Bennet
Sento-me na poltrona da sala dos meus pais, aquela velha de couro marrom que estala quando alguém se move. Era o lugar onde meu pai se sentava para ler o jornal, e eu, criança, me encolhia no tapete ao lado, fingindo ser invisível.
Agora sou eu quem ocupa aquele espaço. Mas não há jornal. Nem futuro.
Só há essa dor lenta, esse tempo escorrendo como areia por entre os meus dedos. E meus pais, sentados no sofá à minha frente, parecendo mais frágeis do que me lembro.
Minha mãe segura u