POV Niyati
Hoje faz vinte anos que meu pai morreu.
Não é um número qualquer. É um número que pesa. Que vibra dentro do peito como um relógio que não parou de contar, mesmo quando tudo parecia ter parado. É como se cada batida desse relógio fosse uma lembrança pulsando por dentro, lembrando que a ausência dele moldou cada pedaço do que eu sou hoje.
E agora, nesse exato momento, estou de beca, toga, e um canudo simbólico entre as mãos. As pontas dos meus dedos tocam o tecido pesado, sentindo o ca