Senti braços me envolvendo por trás. Conrad. A dor dele era um espelho da minha.
— Ah, minha menina... — sua voz quebrada sussurrou perto do meu ouvido — Eu sinto tanto, tanto...
Ficamos assim, ajoelhados, chorando juntos no chão do seu consultório médico. Não sei quanto tempo passou. Talvez horas, talvez só minutos... O tempo já não significava nada agora.
Quando enfim o silêncio nos envolveu novamente, ele não era um alívio. Era um luto antecipado, pesado, que já cobrava o seu preço.
— Então.