O tempo dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva se arrasta como uma lesma sonolenta. Você olha para o relógio esperando minutos se transformarem em horas, mas ele mal avançou. E assim, mais uma vez, você volta para o vazio da espera.
Hoje se completam quatro dias desde que entrei neste limbo.
Sem TV, sem celular, e até mesmo o velho livro que sempre me acompanhava está proibido aqui. Meu único fiel companheiro é o monitor cardíaco, seu som constante e ritmado me lembra, segundo a segundo, qu