Ela me olha confusa, o belo rosto anguloso franzido pela incompreensão.
— O que houve? — pergunta, tentando se aproximar, mas dou outro passo para trás. — Eu fiz algo errado?
Tento conter o impulso de dizer tudo o que o filho dela me fez. Não posso. Preciso respirar. Preciso pensar. Endireito a postura.
— Foi só um mal-estar. Me desculpe — respondo, com a voz mais grave do que o normal.
— Não pareceu.
— Sinto muito, não quero parecer indelicada, mas preciso ir. Meu marido está me esperando, dev