Passaram-se seis meses.
A dor não foi embora. Aprendi que ela não vai. Ela muda de forma. Deixa de ser uma onda violenta quebrando no peito e vira uma presença constante, como um peso no bolso: você se acostuma a carregá-lo, mesmo que ele ainda te faça caminhar mais devagar.
Niyati voltou a rir com facilidade. Já não me perguntava sobre a morte como antes. Agora, falava sobre o pai em tom de lembrança, não mais de ausência. “Papai adorava essa música”, dizia quando ouvia algo no rádio. Ou: “Se