POV Kali
As cortinas estavam entreabertas, deixando a luz do fim da tarde pintar o quarto com aquele dourado suave que Bennet dizia que parecia “luz de cinema”. O ventilador girava devagar no teto, como se até o tempo soubesse que não podia mais correr.
Eu estava sentada ao lado da cama, com minha mão repousando na dele. Sua pele, antes tão cheia de vida, agora estava fina como papel, manchada, mas ainda quente. Era um calor frágil, frágil demais... Quase se apagando, mas presente.
Ele me olha