O relógio do painel do carro marcava 03h15. O ar noturno de São Paulo, saturado de neblina e do cheiro acre de asfalto úmido, parecia conspirar contra a visibilidade. Beatriz apertava a pasta de couro contra o peito como se fosse um escudo. Dentro dela, o documento de unificação do espólio Vilela — assinado às pressas sob a luz trêmula de uma lanterna no estacionamento do IML — era o único papel no mundo capaz de paralisar as escavadeiras de Arnaldo Mesquita.
— Isabela está logo atrás — di