O silêncio na sala de reuniões da Vanguard era tão denso que o som do ar-condicionado parecia um rugido. Alberto Veronese estava sentado na cabeceira da mesa, com as mãos cruzadas sobre uma pasta de couro legítimo que continha o contrato bilionário. Ao seu lado, Ricardo exibia um sorriso ansioso, como um lobo esperando a queda da presa.Quando Beatriz entrou, o ambiente mudou. Ela não vestia seda, nem pérolas. Estava com sua calça jeans e uma camisa de algodão simples, mas sua postura tinha uma altivez que nenhum título de nobreza poderia conferir. Ela caminhou até a mesa e colocou a pasta gasta de 1978 sobre o vidro impecável, bem ao lado do contrato de Caio.Caio levantou-se. Seus olhos encontraram os dela, e por um segundo, o mundo corporativo desapareceu. Ele viu o barro nos sapatos dela e a determinação em seu olhar. Ele viu a mulher que o havia esbofeteado e, ao fazer isso, o havia acordado.— O que significa isso, Vilela? — Veronese perguntou, franzindo o cenho para Beatriz
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