O Cemitério da Consolação, em São Paulo, nunca pareceu tão frio quanto naquela manhã cinzenta de 1997. O som das pás batendo contra a terra úmida ecoava entre os mausoléus de mármore e as estátuas de anjos chorosos, um ritmo fúnebre que marcava o desenterrar de um passado que Beatriz e Caio julgavam pacificado. A exumação de Otávio Vilela não era apenas um procedimento forense; era um espetáculo mediático orquestrado por Isabela.
Do lado de fora dos portões, manifestantes da Vila Esperança