LIVRO 03
O ano de 2015 chegou a São Paulo não como uma promessa de futuro, mas como uma imposição de vidro e silício. A cidade, agora uma colmeia de arranha-céus que pareciam perfurar a névoa ácida do Tietê, tornara-se um tabuleiro de gestão algorítmica. Para o resto da capital, a eficiência era medida em bits; para a Vila Esperança, a eficiência ainda era medida em batidas de coração e no cheiro de terra molh