A Praça da Sé, no coração geográfico de São Paulo, era um abismo de sombras e ecos naquela madrugada. O ano de 1995 não era gentil com quem caminhava sozinho pelo centro após a meia-noite. O vento encanado das avenidas trazia o cheiro de umidade e o som distante de pneus sobre o asfalto molhado. Beatriz caminhava apressada, apertando a pasta de couro contra o peito como se fosse um escudo. Seus pés, ainda calçados com os sapatos da "Cinderela do Asfalto", agora estavam sujos de lama e