O asfalto da Avenida Paulista parecia derreter sob os pneus do sedã preto enquanto Caio ignorava todos os sinais vermelhos. O silêncio dentro do carro era cortante, interrompido apenas pela respiração ofegante de Beatriz e pelo chiado do rádio comunicador que ele mantinha ligado na frequência da segurança da empresa. A mão de Beatriz agarrava o puxador da porta com tanta força que os nós de seus dedos estavam brancos como mármore.
— Eles não podem fazer isso, Caio. Eles não podem simplesme