A viagem de volta da fazenda em Itu foi imersa em um silêncio denso e pesado. O nome que Leônidas lhes dera, Silas Montenegro, ecoava dentro do carro como uma vibração fantasma, uma palavra que parecia ter peso e temperatura. Era fria. E pesava sobre eles como uma mortalha.
Eles não falaram. Marina, no banco de trás, estava encolhida, os olhos fechados, tentando processar a insanidade das últimas vinte e quatro horas. Lara, no banco do passageiro, olhava para a escuridão da estrada, mas sua men