O retorno da escuridão do mar para a marina iluminada foi como emergir de um pesadelo para outro. O som das ondas, que antes era uma canção de ninar, agora parecia guardar o segredo do homem que fora engolido por elas. Na pequena lancha, o silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo ronronar do motor elétrico. Ninguém ousava falar. Tinham acabado de testemunhar a facilidade com que um homem podia ser apagado do mundo.
Gabriel manobrou a lancha de volta para o píer com uma calma que parecia desu