Foi numa tarde estranha — nem pesada, nem leve.
A casa estava silenciosa; as crianças estudavam, Guilherme falava ao telefone no escritório, e eu ajudava Sofia com uma redação sobre “lugar seguro”.
— O meu é aqui — ela disse, sem hesitar. — Mas eu não vou escrever isso.
— Por quê? — perguntei.
— Porque tem gente que gosta de estragar o que é da gente.
Palavras de criança. Verdade de adulto.
Eduardo chegou perto do entardecer.
Trazia pastas — e aquele olhar que mistura amizade com preocupação.
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