Entro no quarto carregando o pano de limpeza ainda na mão, pensando em absolutamente nada importante, quando algo fora do lugar chama minha atenção.
Sobre a cama, dobrado com cuidado excessivo, há um vestido.
Meu coração dá um salto antes mesmo de eu perceber a pequena carta repousando por cima do tecido. Largo o pano em qualquer lugar e caminho devagar, como se aquele simples gesto pudesse fazer tudo desaparecer.
Pego o envelope.
“Se arrume. Passo para te buscar em breve. Confie em mim.”