Coloquei minha filha na cama com o mesmo ritual de todas as noites, como se o mundo precisasse dessa pequena repetição para continuar girando no eixo certo. A luz do abajur em tom amarelado deixava o quarto macio, quase etéreo. Ela já não era um bebê, mas ainda carregava aquele ar de quem confia completamente que alguém vai estar ali quando acordar.
— Mamãe… — murmurou, com a voz sonolenta.
Aproximei-me mais, ajeitando o cobertor sobre seu corpo pequeno.
— Tô aqui, meu amor.
Ela sorriu de o