Abro os olhos ao som de duas batidas apressadas na porta. Meu corpo reage antes da minha mente despertar, e eu salto da cama, achando que Lilian acordou assustada no meio da noite. Mas, quando giro a maçaneta e a porta se abre, não encontro a menininha chorando. É Liam. Ele está ali, parado no corredor, sem camisa, com os músculos definidos à mostra, respirando fundo como se tivesse acabado de correr. A calça de moletom pendendo nos quadris e os cabelos desgrenhados dão a ele um ar perigoso, algo cru e vulnerável ao mesmo tempo. Fico muda, sem entender porque ele bateu na minha porta àquela hora. — Eu não consigo mais segurar — ele diz, num sussurro rouco que arrepia cada centímetro da minha pele. Antes que eu responda, suas mãos se encaixam na minha cintura. Ele me guia para dentro do quarto com firmeza, quase urgência. Em um movimento suave e decisivo, fecha a porta atrás de nós, e quando me dou conta, estou prensada contra a parede, encarando aqueles olhos intensos. E,
Ler mais