Sinto as lágrimas se acumularem em meus olhos, mas não me permito chorar. Como poderia? Chorar por algo que foi totalmente culpa minha? Solto um suspiro pesado, coloco as flores entre as duas lápides e ergo o olhar para o céu, lutando para manter as emoções sob controle. Em silêncio, deixo o cemitério, entro no carro e sigo direto para a empresa onde trabalho. Passo o cartão na porta e entro. Funcionários caminham de um lado para o outro; alguns apressados, outros já em seus devidos lugares, concentrados em suas tarefas. Vou até o elevador, aperto o botão de chamada e espero. — Queria ter esse privilégio de, toda quinta-feira, poder chegar ao serviço duas horas depois do horário normal! — ouço a voz de Evelyn. Solto um suspiro, reviro os olhos e não me dou nem ao trabalho de olhar para ela. As portas do elevador se abrem, revelando um homem lá dentro. Por um instante, penso em não entrar, mas é escolher dividir aquele espaço com um estranho ou ouvir mais uma provocação de Evel
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