BROOKE
Perdi a conta de quantos dias tinham passado até o silêncio parar de parecer provisório.
Talvez só um mês.
Quatro semanas.
Trinta dias em que ninguém bateu na minha porta esperando que eu explicasse o inexplicável.
A apartamento voltou a ser só meu — e isso não foi um alívio. Foi uma constatação cruel. As almofadas continuavam no mesmo lugar, a planta que Blanca comprou e sempre esquecia de regar seguia viva por pura teimosia, e a minha cama ainda tinha a marca invisível de onde Connor deitou naquela noite. Eu nunca consegui limpar aquilo direito. Não por falta de produto. Por falta de coragem.
Um mês depois, eu ainda acordava esperando que algo tivesse mudado.
Nada mudou.
O mundo seguiu, como mundos sempre fazem quando você para.
Eu voltei a trabalhar. Voltei a sorrir no automático. Voltei a responder “tá tudo bem” com uma eficiência quase admirável. As pessoas acreditam no que querem acreditar — e eu virei ótima em oferecer versões aceitáveis de mim mesma.
Mas havia uma cois