CONNOR
Um mês não é tempo suficiente para nada. Não cura. Não resolve. Não apaga.
Um mês só ensina o tamanho exato do que ficou.
Eu descobri isso na terceira semana, quando acordei numa casa que ainda cheirava a nova e, mesmo assim, parecia emprestada. Mudei de rotina, de bairro, de trabalho. Tirei Blanca do centro da minha vida e coloquei silêncio no lugar. Não foi difícil. O difícil foi perceber que, mesmo assim, eu continuava girando em torno de Brooke.
Ela era o eixo invisível.
Eu não falei com ela. Não liguei. Não mandei mensagem. Não porque fosse fácil — mas porque, pela primeira vez, eu entendi que amar alguém também pode ser saber ficar longe.
E isso foi a coisa mais violenta que eu já fiz comigo mesmo.
Todo dia, eu quase quebrava esse acordo. Todos os dias eu olhava a foto de perfil dela e desejava que ela estivesse aqui. Ainda desejo.
Principalmente à noite.
À noite, quando a cidade desacelera e sobra espaço demais dentro da cabeça. Quando eu lembrava do jeito que ela resp