CONNOR
O copo de uísque na minha mão já estava vazio quando percebi que Blanca não ia deixar aquilo morrer naquela noite.
Ela andava de um lado para o outro da sala como um animal ferido. Descalça, cabelo solto, mãos trêmulas. Não era só tristeza. Era raiva. Medo. Intuição gritando alto demais para ser ignorada.
— Você vai me dizer — ela falou, parando de repente na minha frente. — Você vai me dizer agora.
— Por favor, Blanca. Vamos terminar esse relacionamento em paz. Já estamos há dois dias na mesma briga.
— Nós não vamos terminar, nós vamos superar isso. Assim que você me disse o nome dela!
Ergui o olhar devagar. O teto parecia mais interessante do que encarar o que eu estava prestes a destruir.
— Blanca, eu já disse o que precisava dizer hoje.
— NÃO! — ela gritou, a voz quebrando no meio. — Você não decide mais isso. Você abriu essa porta. Agora vai atravessar.
Engoli em seco. O nome queimava na minha garganta como álcool puro.
Brooke.
— É alguém do trabalho, não é? — ela contin