BROOKE
Cheguei no trabalho, nem um pouco preparada para ver Connor mais uma vez. Estou pensando seriamente em pedir demissão e acabar com esse maldito jogo.
Caminhei até o banheiro do escritório e me tranquei ali como quem foge da própria sombra. Apoiei as mãos na pia, encarei meu reflexo e vi a mentira estampada no meu rosto: controle. Sempre ele. Meu velho disfarce favorito.
— Você terminou — murmurei para mim mesma. — Acabou.
Mas meu corpo não recebeu o memorando.
Meu pulso ainda queimava onde Connor havia tocado ontem. Um toque breve, quase acidental, mas suficiente para me desmontar inteira. Ele sempre soube exatamente onde encostar. Exatamente como me desarmar. E o pior: como fingir que não fez nada.
Abri a torneira, lavei o rosto, tentando apagar a imagem dele encostado no elevador, a mandíbula tensa, o olhar escuro demais para alguém prestes a se casar com minha irmã.
Blanca.
O nome dela sempre vinha como um soco no estômago.
Saí do banheiro minutos depois, profissional, eret